Entenda os motivos que contribuem para o aumento do preço dos carros

Crises de vários setores provocam impactos na indústria automotiva

Os preços dos carros estão aumentando significativamente. De acordo com o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o valor médio dos carros subiu cerca de 25% entre outubro de 2020 e setembro de 2021.

A pandemia da Covid-19 tem grande influência nessa disparada de preço. Por conta de muitos estabelecimentos como fábricas e concessionárias terem fechado em decorrência dela, faltaram peças e a produção declinou. Contudo, depois de um tempo de isolamento, as pessoas voltaram a querer ter o próprio veículo, por segurança e conforto, entre outros motivos.

No entanto, além de mais caros, os carros 0 km estavam com a produção baixa e passaram a demorar cada vez mais para chegar aos consumidores. Dessa forma, a solução foi procurar carros seminovos. Para a surpresa de todos, esses veículos também se encontram com preços absurdos. 

O IPC da Fipe informou que carros novos tiveram crescimento de 20,72% entre outubro de 2020 e setembro deste ano. Já os seminovos subiram 30,25% no mesmo período. 

Além do crescimento da demanda, outros fatores influenciaram no aumento dos preços. Um deles é o custo dos itens que são utilizados para fabricar um carro. 

Geralmente essas peças provêm do exterior e quando chegam ao Brasil vão para um fornecedor que as envia para montadoras. É de conhecimento geral que nos últimos tempos a economia está bem desestabilizada, dessa maneira, as oscilações causam variantes nos preços. Logo, se algum item sofrer aumento, o comprador irá lidar com preços mais altos.

O alto valor do dólar também contribuiu para esses produtos encarecerem. De acordo com Julian Semple, consultor da Carcon, de janeiro de 2020 a maio de 2021, o dólar subiu 29%.

No momento, com o consumo voltando, há uma recuperação gradual da economia. E por consequência do que já foi dito anteriormente, o mercado está com alta demanda e pouca oferta. Assim, os preços sobem. 

Tomando como exemplo os chips semicondutores, observa-se que com a pandemia, sua produção declinou. Com a retomada do crescimento da demanda, o preço da peça subiu, já que não tinham muitos chips disponíveis. Esse comportamento se estende para demais peças que estão em falta no mercado.

Como o aumento do preço dos carros irá influenciar no IPVA 

Uma causa para o aumento do preço de tabela dos veículos são os impostos. Eles sempre foram muito altos em relação aos automóveis, chegam por volta de 40%.

Gerou-se uma preocupação com essa valorização extrema dos carros e isso se estendeu para o IPVA (Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores).

Já é certo que esse imposto será maior em 2022 do que este ano e já existe previsão de carros que irão sofrer com isso, são exemplos o Jeep Renegade 1.8 4×2 Flex 16V Aut (PCD) 2021, o Chevrolet Onix LT 1.0 Turbo AT 2021 e o Volkswagen Nivus Highline 200 TSI AT 2021. 

Como calcular o IPVA

O IPVA é calculado através da multiplicação da Tabela Fipe pelo valor da alíquota de cada estado. Por exemplo, em São Paulo, a alíquota está em 4%. Assim, caso seu veículo valha R$50.000,00 na Tabela Fipe, multiplique por essa porcentagem e obterá um IPVA anual de R$2.000. 

Dessa forma, o valor dos carros continuar subindo faz com que o imposto também aumente. Além disso, talvez a alíquota cresça para alguns modelos também.

Carros que passaram por crescimento no preço

A KBB Brasil fez um levantamento analisando carros de passeio 0km que sofreram aumento em seus preços, considerando o período de março de 2020, início da pandemia, até junho de 2021. Os destaques principais são:

  • BMW X2 sDrive18i GP, aumento de 49,20%.
  • Mercedes-Benz GLE 400-d, aumento de 43,44%.
  • Volvo XC60 T8 Momentum Hybrid, aumento de 41,20%.
  • Volkswagen Gol 1.0 Urban Completo, aumento de 38,51%.
  • Peugeot 3008 Griffe, aumento de 58,41%.
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