Tanque de Arla 32 do novo Compass ajuda a diminuir emissão de gases poluentes

Conheça o reagente disponível na versão diesel do modelo da Jeep

O novo Compass ganhou a atenção do público e da indústria automotiva, já que o modelo é o grande líder no mercado de SUVs. Muito se falou sobre o inédito motor 1.3 turbo flexível e a plataforma de conectividade Adventure Intelligence. Mas, e aí, você já ouviu falar do seu tanque de Arla 32?

A nova edição do queridinho da Jeep recebeu essa tecnologia, um reagente à base de ureia, com o importante objetivo de reduzir as emissões de gases poluentes. Entenda, na prática, como isso funciona.

Funcionamento

O tanque de Arla 32, tecnologia em pauta nesta matéria, recebe esse nome por ser abastecido com o Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA) e contar com 32,%% de ureia em sua composição. 

Esse reagente tem como função transformar resíduos da combustão do diesel, prejudiciais para a saúde humana, os óxidos de nitrogênio (NOx) em água e nitrogênio.

Para isso, a solução de Arla 32 entra em ação antes do segundo catalisador do sistema do escapamento. É nessa etapa onde o reagente entra em contato com a fumaça residual, que contém NOx, e quebra as moléculas, liberando para a atmosfera vapor d’água e N4 (nitrogênio).

Visando garantir que o carro não funcionará sem o tanque de Arla, a Jeep criou um sistema que não permite a partida caso esteja sem o reagente. O motorista ainda recebe um aviso no painel, com antecedência, quando precisar abastecer o reservatório, que tem capacidade de 13 litros. 

Sobre o abastecimento, o cliente não deve encontrar dificuldades para realizá-lo, sendo possível fazer isso em casa – já que o material não é explosivo, nem tóxico – ou em um posto. Os profissionais do local provavelmente já fizeram isso antes, atendendo um caminhão ou ônibus, por exemplo.

O valor do litro do reagente varia entre R$ 2,50 a R$ 4,00. Então, encher o tanque pode custar até R$ 52,00, mas seu consumo é baixíssimo se comparado ao diesel. O carro pode andar de 6 mil a 10 mil km sem precisar abastecer com Arla. 

Mercado

É a primeira vez que um SUV do Brasil traz um tanque de Arla 32, mas vários caminhões e ônibus já carregam essa tecnologia há um bom tempo. Com essa “inauguração” no setor dos carros, a previsão é que cada vez mais modelos a diesel adotem a tecnologia no país. 

A questão é que essa aderência não consiste apenas em se manter atualizado perante a concorrência, mas também de futuras exigências legais. A partir do primeiro dia de 2022, entrará em vigor uma próxima etapa do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores). 

Essa futura fase determina a redução de 60% de óxido de nitrogênio (NOx) e de 80% das emissões de material particulado (MP) em relação à fase atual. Logo, a Jeep apenas se antecipou em relação às leis, afirmando que o uso do produto não afeta a potência e torque do seu veículo. A expectativa é que seu próximo lançamento, o Commander, também traga um tanque de Arla, mas ainda não há nada confirmado.

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