LG anuncia entrada no mercado automotivo

Após fim da produção de celulares, empresa se torna sócia de fornecedora canadense de peças

Em julho de 2021, a empresa sul-coreana LG pretende iniciar a produção de peças voltadas à indústria automotiva. O movimento é acompanhado com a compra de 51% da canadense Magna International, referência mundial na produção de autopeças. A expectativa é investir US$8,8 bilhões no setor pelos próximos três anos. 

A gigante sul-coreana irá fornecer peças para o mercado de carros elétricos, que vem crescendo nos últimos anos. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), os veículos elétricos foram responsáveis por 4,6% das vendas totais em 2020. No mesmo ano, a corporação estima que 10 milhões de automóveis não emissores de carbono estavam rodando pelo mundo.  

Com a Magna, a empresa de tecnologia pretende fazer parcerias com outros expoentes do ramo, como a General Motors, Ford e BMW. Isso possibilita a LG produzir diversos componentes para automóveis, de carregadores por indução até motores inteiros.  

Segundo a agência Nikkei, o primeiro motor elétrico desenvolvido será o LG Magna e-Powertrain. A produção será feita na fábrica em Incheon, Coréia do Sul. Porém, existem boatos que serão construídas fábricas em Michigan, Estados Unidos, e Nanjing, China.  

A Magna International existe desde 1957, e começou em uma parceria com a General Motors. Atualmente, a empresa possui mais de 150 mil funcionários em 28 países. São 347 operações industriais e 84 produtos desenvolvidos. 

Desde antes da aquisição da Magna, a LG visava o mercado automotivo. Em 2018, a marca comprou a ZKW, fabricante austríaca de faróis.

A mudança de seguimento da LG é seguida da desistência da produção de aparelhos móveis. Com a pandemia da covid-19, as vendas da sul-coreana caíram 10% no ano de 2020. Os prejuízos não são novidades, nos últimos 6 anos foram  registradas perdas que somatizam US$4,5 bilhões, aproximadamente 23 bilhões de reais na cotação atual. 

Em 2013, a empresa se consagrou como a terceira maior fabricante de smartphones do mundo. No entanto, com a presença da Motorola, Huawei, Samsung e Apple, dentre outras, o mercado tornou-se cada vez mais competitivo. A LG, hoje, é responsável por 2% do mercado de telefonia no mundo. Segundo a própria empresa, o fracasso deve-se à demora para se integrar ao sistema Android.

No Brasil, a fábrica da LG em Taubaté foi fechada, e possuía mil funcionários.Os serviços continuam no país para atender e fornecer suporte aos que já possuem aparelhos da marca.

A expectativa para os próximos anos é, além de investimento em componentes para veículos elétricos, focar em casas inteligentes, robótica, dispositivos conectados, inteligência artificial e soluções business to business – serviços voltados a outras empresas.    

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