Mecânico ao redor do mundo: Países que valorizam a reparação automotiva

Confira lugares em que um reparador ganha tão bem quanto um médico

No Brasil, segundo o teto salarial, um mecânico pode ganhar até R$ 3.000. Já nos Estados Unidos, em tempos normais, o mesmo profissional ganharia o dobro disso. Entretanto, em tempos em que o dólar está cotado em R$ 5,56, o salário mensal de quem exerce essa atividade pode chegar facilmente a R$ 15.000.

Segundo o Occupational Outlook Handbook, publicação do Bureau of Labor Statistics do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, as portas de emprego que se abrem são muito boas para quem completa treinamentos em sua área específica de atuação, e as oportunidades têm previsão de aumento de 9% até 2022. A publicação inclui informações sobre a natureza e condições do trabalho, treinamento e educação, ganhos e perspectivas de emprego para centenas de ocupações diferentes, entre elas o reparador.

No país norte-americano, símbolo do capitalismo, muitas empresas contratam mecânicos, e a procura por pessoas que exerçam essa atividade é relativamente grande. As companhias fazem algumas exigências para quem tem interesse em trabalhar em seu time de colaboradores, que incluem certificado, experiência e saber falar a língua do local de trabalho. Um salário considerado mediano fica entre R$ 16.541 e R$ 18.797, ou 3507 dólares. Quando se trata de experiência, um reparador com menos de 2 anos exercendo sua função já tem um salário equivalente a R$ 9.637 ou 1.808 dólares, montante que, dependendo de onde o profissional morar, pode não render tanto.

O Journal de Monaco, boletim oficial do principado, publicou que o mínimo pago por hora para maiores de 18 anos é de 9,88 euros no país, por uma jornada de oito horas de trabalho. O mínimo semanal para essa faixa etária é 385,32 euros, e o mensal 1.669,72 euros, o equivalente a R$ 10.485. A remuneração mínima no país deve ser acrescida de um subsídio de 5% do seu valor.

Mônaco não é conhecido por ser um lugar com um custo de vida baixo e, realmente, R$ 10.485 não é muito, mas este salário mínimo é para precaução. O Principado tinha 38.682 habitantes e um PIB de 39,948 bilhões de reais. Além disso, a cidade-estado não tem imposto de renda e é conhecida por ser um paraíso fiscal, onde há gente de poder aquisitivo muito elevado. levando isso em consideração, o reparador que trabalha neste país colocaria as mãos em carros luxuosos.

Já na Suíça, o salário médio é cerca de 5.000 euros, atualmente R$ 31.400, e apenas um em cada dez assalariados ganha menos que 3.680 euros, que é equivalente a R$ 23.110, mas o custo de vida no país é alto, principalmente em grandes centros como Zurique e Genebra. Em 2017, houve uma tentativa de estabelecê-lo em um valor equivalente a R$ 20.740 ou 3.300 euros, mas a população rejeitou a proposta.

No país, a mão de obra estrangeira é bem vinda, mas as melhores chances aparecem para aqueles com formação acadêmica e experiência profissional. O reparador, como toda profissão, ganha mais conforme fica experiente e adquire conhecimento. 

Na Noruega, não há um salário mínimo universal que rege todas as profissões. Lá, existem acordos coletivos do setor em questão. Se a área não possui um acordo o profissional, não tem um salário mínimo garantido por lei. Há, no entanto, a intenção de implementar a renda básica garantida ou salário do cidadão, que é um benefício incondicional e universal que independe de status social, para fazer com que todos tenham uma vida digna e possam participar da sociedade. O partido vermelho e verde, os democratas e liberais são a favor desta implementação.

Como exemplo de áreas que têm salário mínimo garantido através de acordo coletivo estão: construção, transporte de carga, pescaria, hotel e restaurante e limpeza. O maior salário mínimo acordado é o do setor de construção, que paga 7.368 coroas norueguesas por semana em uma jornada de 37,5 horas semanais, equivalente a R$ 18.837 mensais; o menor é do setor de agricultura, com um salário semanal de 5.364 coroas norueguesas ou R$ 13.713 mensais.

Segundo o Relatório Intercalar do 2° semestre de 2019, produzido pela Noruega, uma a cada seis pessoas tem rendimentos abaixo do mínimo e a porcentagem dos trabalhadores que ganham apenas um salário mínimo varia entre menor que 5% e até 20%.

Assim como a Noruega, a Dinamarca também não possui um salário mínimo legal que se aplica a todas as pessoas. Os salários mínimos são definidos por meio de acordos coletivos entre os sindicatos e os empregadores. No país, 65% dos trabalhadores fazem parte de sindicatos que estipulam e negociam os salários em nome de seus membros. Estes acordos coletivos são renovados a cada dois ou três anos.

Como não há um salário mínimo para todas as profissões, o salário médio do país é uma média de todos os salários mínimos de diferentes setores. Atualmente, o valor fica em torno de 110 coroas dinamarquesas por hora. Em uma jornada de oito horas por dia, de segunda a sexta, o montante é de 17.000 coroas dinamarquesas por mês, o equivalente a R$ 14.280.

Muitos países pagam bem por uma mão de obra experiente e qualificada. Diversos deles procuram importar profissionais de diferentes áreas. Canadá e Austrália, que não foram citados aqui, são exemplos de nações que procuram profissionais para trabalhar.


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